Feito o esclarecimento, vamos dar início, transcrevendo um pequeno texto de grande importância, dado pela segunda parte da mensagem ao povo gnóstico e ao mundo:
"A auto Gnose, o RECONHECIMENTO AUTO GNÓSTICO DO SER, dada a vertente antropológica do Pneuma ou Espírito, vem a ser algo decididamente Salvador.
Conhecer-se a si mesmo, é haver logrado a identificação com seu próprio Ser Divino.
Saber-se idêntico com seu próprio Pneuma ou Espírito, experimentar diretamente a identificação entre o conhecido e o cognoscente, é isso que podemos e devemos definir como auto Gnose.
Ostensivelmente, esta revelação extraordinária nos convida a morrer em nós mesmos, a fim de que o Ser se manifeste em nós.
Pelo contrário, afastar-se do Ser, continuar como Ego dentro da Heresia da Separatividade, significa condenar-se à Involução Submersa dos Mundos Infernos.
Esta reflexão evidente nos conduz ao tema da “Livre Escolha” gnóstica. Inquestionavelmente, o gnóstico sério é um escolhido a posteriori.
A experiência gnóstica permite ao sincero devoto, saber-se e Auto-realizar-se integralmente.
Entenda-se por Auto-realização o harmonioso desenvolvimento de todas as infinitas possibilidades humanas.
Não se trata de dados intelectuais caprichosamente repartidos, nem de mero palavreado insubstancial de conversa ambígua.
Tudo o que nestes parágrafos estamos dizendo, traduza-se como experiência autêntica, vívida, real.
Não existe nas correntes gnósticas o dogma da predeterminação ortodoxa, que nos engarrafaria lamentavelmente em uma estreita concepção da Divindade Antropomórfica.
O AUTOCONHECIMENTO do Ser é um movimento supra-racional que depende dele, que nada tem a ver com o intelectualismo.
O abismo que existe entre o Ser e o Eu é infranqueável, e por isto o Pneuma, o Espírito, se reconhece, e este reconhecer-se é um ato autônomo para o qual a razão subjetiva do “mamífero intelectual” é ineficaz, insuficiente, terrivelmente pobre.
Autoconhecimento, Auto Gnose, implica a aniquilação do Eu como trabalho prévio, urgente, impostergável.
O Eu, o Ego, é constituído por somas e subtrações de elementos subjetivos, inumanos, bestiais que, inquestionavelmente, têm um princípio e um fim.
A Essência, a Consciência, embutida, engarrafada, enfrascada nos diversos elementos que constituem o Mim Mesmo, o Ego, infelizmente se processa dolorosamente em virtude de seu próprio condicionamento.
Dissolvendo o Eu, a Essência, a Consciência desperta, ilumina-se, libera-se. Então, advém, como seqüência ou corolário, o autoconhecimento, a auto-Gnose.
Indubitavelmente, a Revelação legítima tem seus embasamentos irrefutáveis, irrebatíveis, na auto-Gnose.
A Revelação Gnóstica é sempre imediata, direta, intuitiva, exclui radicalmente as operações intelectuais de tipo subjetivo, nada tem a ver com a experiência e o ajuntamento de dados fundamentalmente sensoriais.
A inteligência ou NOUS, em seu sentido Gnosiológicos, se bem que pode servir de embasamento à Intelecção Iluminada, nega-se rotundamente a cair no vão intelectualismo.
Resultam palpáveis e evidentes as características ontológicas, pneumáticas ou espirituais de Nous (Inteligência).
Em nome da Verdade, declaro solenemente que o Ser é a única Real Existência, e diante de sua transparência inefável e terrivelmente divina, isso que chamamos Eu, Ego, Mim Mesmo, Si Mesmo, é meramente trevas exteriores, pranto e ranger de dentes. (Extratos da obra A Doutrina Secreta de Anahuac, cap. Antropologia Gnóstica)."
Este foi um pequeno pedaço dos extensos ensinamentos destas grandes obras esotéricas. Que, assim como eu, não segue textos e livros de ninguém, porém não os menospreza. Considera todas as religiões como sagradas, e sente profunda mística e veneração por qualquer nome que se dê as divindades.
Em cada frase desse dignissimo texto podemos meditar e tirar muitas reflexões profundas, pois justamente, foi escrito em cima de reflexões profundas, e profundas experiências, no ambito esotérico, espiritual, ocultista, teosofista, espiritista, etc.,etc.,etc....
Nas primeiras frases das palavras do Mestre Samael, ele nos diz que a Auto-Gnose é sem duvida nenhuma algo Salvador. E em cima disto, nos provoca muitas questões e reflexões, que nos induz a outras palavras que o próprio Mestre nos diz que a Gnosis não salva ninguém, porém, justamente, mais tarde no tempo diz que a Auto-Gnose é algo Salvador. Há que se refletir. Há que se meditar, compreender.
E o que é Auto-Gnose?
"Saber-se idêntico com seu próprio Pneuma ou Espírito, experimentar diretamente a identificação entre o conhecido e o cognoscente, é isso que podemos e devemos definir como auto Gnose."
Quando obtemos a auto Gnose?
Quando estamos em identificação com nosso próprio Ser, e experimentamos aquilo que já conhecemos, dando-nos uma gama de tudo aquilo que podemos vir a conhecer. Ou seja, quando experimentamos algo que antes só estava em nossa memória como dados intelectuais, quando experimentamos conscientemente, identificados, sentindo-nos idênticos ao próprio Pneuma, sabendo-nos como sendo todos em sua essência, o próprio Espírito, aí então obtemos a auto Gnose. É a vivência profunda do que em Gnosis conhecemos como "observador e observado". Esta é a técnica para se chegar ao território da Gnosis revelada, auto gnose, da gnose real e vívida.
A TÃO falada Auto Gnose, ou Gnose como revelação interior, etc.,etc....
Aqui também o Mestre dá a três palavras conhecidas na gnosis um outro sentir.
Ego como sendo aquilo que está encerrado na Heresia da Separatividade.
O SER como sendo aquilo dentro de nós que está unido e não separado do Divino, chamando-o de Ser Divino.
E também nos fala da Auto-Realização, dando-nos um novo oriente, e dizendo-nos que auto-realizar é estar em um campo onde o desenvolvimento das INFINITAS possibilidades humanas se encontram em plena harmônia. E este campo, claro, se encontra aonde? Dentro de nós, sem dúvidas nenhuma.
Meditando em parágrafos posteriores temos:
"O AUTOCONHECIMENTO do Ser é um movimento supra-racional que depende dele, que nada tem a ver com o intelectualismo."
O Auto-Conhecimento do Ser, é evidentemente, aquela Auto-Gnose obtida, no qual falamos. Ou seja, a Auto-Gnose é um Movimento. Só nesta frase temos um material de estudos gnósticos para um capítulo inteiro. Não existe autoconhecimento parado. Estático. Uni-lateral. Dogmático. Imperativo. É algo que DEVE estar em MOVIMENTO. Porque se relaciona com o Segundo Logos, que é movimento puro.
E lembremos, é um movimento de tipo SUPRA-Racional. Que nada tem a ver com a mente racional do mamífero intelectual, desafortunadamente, preso dentro do pecado da separatividade do Eu. E este autoconhecimento, como disse sabiamente o Mestre Samael, depende exclusivamente do próprio Ser. Não há possibilidades de estudar a si mesmo, estudar o eu, na ausência do Ser, Divino, e unido a Deus.
Muito mais há que se discursar sobre isso, aclarar ao mundo tudo o que tenha que se aclarar, porque estamos acerca do final do kali yuga, e do inicio da era de ouro da humanidade, sob o signo de aquário.
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